quinta-feira, 4 de junho de 2015

Qual a origem da festa de Corpus Christi?


 

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.


A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
 
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
 
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
 
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
 
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
 
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
 
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
 
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
 
 
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
 
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.
 
 
Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:
 
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.
 
O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.
 
Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.
 
São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.
 
Todas as células e glóbulos continuam vivos.
 
A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).
 
Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: Redenção.
 
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A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.
 
O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!
 
 
Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“São Jorge moderno”, diz padre sobre o Papa em seu onomástico


Francisco celebra hoje seu onomástico, São Jorge; “posso dizer que é um ‘São Jorge moderno’”, diz membro do cerimonial pontifício sobre o Papa
 
Da Redação, com Rádio Vaticano
 
A Igreja celebra nesta quinta-feira, 23, o dia de São Jorge. No Vaticano, o Papa Francisco celebra, portanto, seu onomástico, já que seu nome de batismo é Jorge. O onomástico é um dia no qual a pessoa que traz o mesmo nome do santo que a Igreja comemora recebe felicitações pela data.
 
Pode-se dizer que o Papa é um “São Jorge moderno”, no sentido que é um grande lutador contra as forças do mal e o faz com um espírito realmente cristão. Quem diz isso é o sacerdote argentino Guillermo Karcher, membro do cerimonial pontifício e um dos colaboradores mais estreitos do Papa, que o conhece há mais de vinte anos.
 
“Nele vejo Cristo que semeia o bem, para combater o mal. Nisso ele é um exemplo, pois o fazia já em Buenos Aires e continua fazendo agora com aquela simplicidade que o caracteriza, que é tão forte, tão importante neste momento do mundo em que é necessária a presença do bem”.
 
Na Argentina, como cardeal, Francisco se apresentava como padre, como padre Jorge. Segundo padre Guillermo, é comovente ver tantos argentinos na catequese de quarta-feira, na Praça São Pedro, chamando o Papa de padre, pois se nota a familiaridade, a amizade que ele semeou durante anos em Buenos Aires.
 
O sacerdote comenta ainda a forte intensidade espiritual de Francisco, que ele define como um homem de oração, um homem de Deus. “Ele é uma pessoa que gosta de cumprimentar todos os seminaristas, os ministrantes, e o faz, como o vemos na Praça São Pedro, com muito afeto. Depois que veste os paramentos litúrgicos, ele muda: vemos ele entrar na basílica ou se dirigir ao altar na praça como um homem de oração, homem concentrado no que está para celebrar, o mistério eucarístico. O mesmo acontece quando sai da nave central da basílica, quando todos chamam por ele: Francisco! Viva! Queremos bem a você! Ele, porém, vai em direção à sacristia. Isso é um exemplo também para o sacerdote, no sentido que nós estamos com o povo, mas quando devemos estar com Deus, estamos com Deus.”
 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Milagre de São Januário acontece nas mãos do Papa Francisco

O sangue do mártir, normalmente sólido, se dissolveu parcialmente à vista dos fiéis, depois que o Papa beijou o seu relicário
 


O sangue de São Januário se dissolveu em presença do Papa Francisco, no último dia 21 de março, durante visita de Sua Santidade à diocese de Nápoles, na Itália. Os restos sanguíneos do mártir padroeiro de Nápoles, geralmente sólidos, tornaram-se parcialmente líquidos depois que o Papa beijou o seu relicário.

O Cardeal e Arcebispo da cidade, Crescenzio Sepe, exibiu a ampola com o sangue do santo aos fiéis que lotaram a catedral napolitana, dizendo: "Sinal de que São Januário ama o Papa, que é napolitano como nós: o sangue já se dissolveu pela metade".




O Papa, então, comentou, com humor: "O Arcebispo disse que metade do sangue se dissolveu: vê-se que o santo nos ama pela metade. Devemos converter-nos mais para que nos ame mais."

São Januário, nascido em Nápoles, foi um bispo de Benevento, na Itália, martirizado durante a perseguição do imperador Diocleciano. Instado diante do tribunal romano a oferecer incenso aos deuses, Januário se negou, com as seguintes palavras: "Não posso imolar aos demônios, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus". Mandado à fogueira, as chamas nada fizeram ao servo de Deus. Mandado à arena, para ser devorado pelos leões, estes, ao contrário, se prostraram diante do bispo e começaram a lamber-lhe os pés. Por fim, no dia 19 de setembro de 305, Januário foi decapitado.

De acordo com alguns relatos, durante um dos vários traslados de seu corpo entre Benevento e a sua cidade natal, o seu sangue foi recolhido por uma piedosa mulher e colocado em duas ampolas. Venerado desde o século V, o milagre da liquefação de seu sangue é documentado desde os anos 1400, acontecendo, desde então, periodicamente. Três datas são especiais para o fenômeno: 19 de setembro, festa de São Januário, 16 de dezembro, dia em que Nápoles foi preservada de um desastre por intermédio do santo, e o sábado anterior ao primeiro domingo de maio, que é o aniversário da primeira transladação de seu corpo.

Desta vez, porém, de modo extraordinário, o milagre ocorreu nas mãos do sucessor de São Pedro. A última vez a acontecer isto com um Sumo Pontífice foi em 1848, com o Beato Pio IX, o Papa da Imaculada Conceição e do Concílio Vaticano I.

Antes de abençoar o povo com o relicário de São Januário, o Papa Francisco fez um discurso ressaltando a centralidade de Jesus na vida da Igreja e recomendando fortemente a devoção a Nossa Senhora: "Como posso estar certo de ir sempre com Jesus? É a sua Mãe que o acompanha. Um sacerdote, um religioso, uma religiosa que não ama Nossa Senhora, que não reza a Nossa Senhora, diria também que não recita o Terço... se não quiser a Mãe, a Mãe não lhe concederá o Filho."

É certo que, como todas as graças chegam aos homens pelas mãos de Maria Santíssima, também este impressionante milagre foi obra de sua mediação maternal. Que ela, pois, conserve o Santo Padre, lhe dê vida longa, o faça santo na Terra e não o entregue à vontade de seus inimigos.



Por Equipe Christo Nihil Praeponere


 

Sobre Dom Hélder: arcebispo comenta 1º retorno do Vaticano

Cardeal Amato enviou carta confirmando que recebeu pedido de beatificação de Dom Hélder; segundo arcebispo, retorno foi acolhido como “sinal muito positivo”
 
Jéssica Marçal
Da Redação
 
Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife / Foto: Arquidiocese de Olinda e Recife
Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife / Foto: Arquidiocese de Olinda e Recife
 
“Um sinal muito positivo”, é a definição do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, sobre o retorno dado pelo Vaticano que diz respeito à beatificação de Dom Hélder Câmara. A arquidiocese recebeu uma carta informando que o Vaticano recebeu o pedido de abertura do processo de beatificação e aguarda o posicionamento dos dicastérios para dar um parecer.
 
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com nesta segunda-feira, 30, Dom Fernando contou que já havia se encontrado pessoalmente com o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, no início desse ano, quando o cardeal esteve no Rio de Janeiro. “Ele disse que estava muito feliz com essa iniciativa e que faria o que fosse possível para poder encaminhar isso o mais rápido possível”.
 
A carta informa o recebimento do pedido por parte do Vaticano, que aguarda o parecer de todos os dicastérios – alguns já responderam – para dar o retorno final que possibilite o início da fase arquidiocesana do processo.
 
Caso a resposta seja positiva, a arquidiocese estará preparada para dar andamento; inclusive, Dom Fernando comenta que essa é uma questão de interesse geral. “Todo mundo está muito motivado, esse é um assunto que realmente interessa muito, basta ver a repercussão que teve essa notícia aqui em Olinda e Recife. Todo mundo torce muito para que de fato chegue essa autorização e possamos, então, iniciar o processo aqui na arquidiocese”.
 
 
O que motivou o pedido de beatificação?
 
A fama de santidade de Dom Hélder Câmara foi o fator que motivou a arquidiocese a fazer o pedido de abertura do processo de beatificação ao Vaticano. O arcebispo local destacou que Dom Hélder foi um homem de muita oração e ação, um profeta corajoso que enfrentou muitas dificuldades, sobretudo com a repressão militar.
 
“Uma pessoa muito humana, muito disponível aos pobres de uma maneira especial. Tudo isso contribui para que nós tenhamos o interesse de encaminhar esse processo”, declarou.
 
Dom Fernando acrescentou ainda que Dom Hélder foi uma pessoa de grande influência na vida do Brasil. Um exemplo foi sua contribuição para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. Além disso, em âmbito internacional, Dom Hélder contribuiu, mesmo que indiretamente, para o andamento do Concílio Vaticano II.
 
“Tudo isso contribuiu para que ele se projetasse internacionalmente, de modo que é um homem reconhecido como uma grande liderança do país, uma grande personalidade do século XX, como é identificado por muitos”.
 
 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A necessidade da Virgem Maria

Maria nunca se cansa de interceder por nós, somos nós que nos cansamos de pedir a sua intercessão

 

 
Nas suas cartas espirituais, São Francisco de Sales tinha a capacidade de conduzir seus leitores a uma ardente esperança pela salvação. Isso fazia o então bispo de Genebra, orientando-os a não se deixarem abater pelas próprias faltas, e, sim, a utilizá-las para o crescimento na humildade. São Francisco recomendava insistentemente a intercessão de Maria. "A Santíssima Virgem foi sempre a Estrela polar e o porto favorável de todos os homens que têm navegado pelos mares deste mundo miserável", ensinava o santo aos fiéis [1]. De fato, na história da cristandade, sobretudo nos momentos de grande tribulação, Nossa Senhora revelou-se como Auxilium Christianorum.

Esse título mariano, empregado ao longo dos séculos por uma porção de santos — e contemplado na famosa Ladainha Lauretana — explicita algo de muito importante para a fé católica: a necessidade de Maria. Porque Deus quis precisar da Virgem Santíssima para trazer a salvação ao mundo, o homem deve também recorrer à sua maternidade. Trata-se da Pedagogia Divina: indo a Deus por meio de Nossa Senhora, reconhecemos perante o céu nossa condição miserável; não somos dignos de receber a graça diretamente das mãos do Pai. Dizia Bento XVI, inspirado no testemunho de São Frei Galvão, ao povo brasileiro: "Não há fruto da graça na história da salvação que não tenha como instrumento necessário a mediação de Nossa Senhora" [2]. Ela está presente, ainda que discretamente, em todos os momentos cruciais da vida terrena de Cristo. Na encarnação, vemos o anjo saudá-la: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1, 28). Nas bodas de Caná também está presente: "Fazei o que Ele vos disser" (Jo 2, 5). Ao pé da cruz, consola as dores do Filho, tendo o coração transpassado pela espada de dor, anunciada por Simeão (cf. Lc 2, 35). E, em Pentecostes, aparece ao lado dos Apóstolos para rezar pela vinda do Paráclito e manifestação da Igreja (cf. At 1, 14).

O clássico de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida, apresenta essa intercessão de Maria de forma belíssima. Na cena do julgamento, em que João Grilo recorre ao socorro da "Mãe de Deus de Nazaré", vê-se todo o drama do ser humano ao mesmo tempo em que se manifesta a Misericórdia de Deus pelos lábios da Virgem: "Intercedo por esses pobres, meu Filho, que não têm ninguém por eles; não os condene". E quando para João Grilo já não se acha aparentemente nenhuma possibilidade de salvação — mesmo ele se deixa abater, achando-se condenado —, está Ela a suplicar outra vez pelo homem. O episódio permite-nos recordar algumas palavras do Papa Francisco na Evangelii Gaudium: "Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia" [3]. Do mesmo modo, a Virgem Maria nunca se cansa de interceder por nós, somos nós que nos cansamos de pedir a sua intercessão.

No coração de cada cristão subsiste um João Grilo, isto é, aquele homem velho que ainda não se converteu. Por outro lado, existe também a fé do personagem que, agarrando-se à Mãe, confia na justa misericórdia de Deus. Diante de nossas misérias, podemos nos sentir desanimados e, como João Grilo, quase certos da condenação, embora nunca deixemos de rezar. Eis então que a Mãe nos grita, apontando para o diabo: "Não, João, não se entregue. Este é o pai da mentira, está querendo lhe confundir". Sim, é preciso uma exortação para que recuperemos a estrada do céu. A graça, como o próprio nome já diz, é gratuita. Mas, não coincide com a presunção. Diz São Luís de Montfort: "Será possível dizer de verdade que se ama e honra a Santíssima Virgem, quando, pelos pecados, se fere, se trespassa, se crucifica e ultraja impiedosamente a Jesus Cristo, seu filho?" [4] O homem deve renunciar ao pecado.

Há 160 anos Pio IX proclamava o dogma da Imaculada Conceição, com o qual se reconhecia que a Virgem Maria foi "absolutamente livre de toda mancha do pecado" desde a concepção [5]. É comovente o que relatam sobre as últimas palavras desse Bem-Aventurado Papa no seu leito de morte. Ele confessava [6]:

Estou contemplando docemente os quinze mistérios que adornam as paredes desta sala, que são outros tantos quadros de consolo. Se soubesse como me animam! Contemplando os mistérios gozosos, não me lembro das minhas dores; pensando nos dolorosos, sinto-me extremamente confortado, pois vejo que não estou sozinho no caminho da dor, mas que Cristo vai à minha frente; e quando considero os gloriosos, sinto uma grande alegria, e parece-me que todas as minhas penas se convertem em resplendores de glória. Como me consola o rosário neste leito de morte. O rosário é um Evangelho compendiado e dará aos que o recitam os rios de paz de que nos fala a Sagrada Escritura; é a devoção mais bela, mais rica em graças e gratíssima ao coração de Maria. Seja este, meus filhos, o meu testamento, para que vos lembreis de mim na terra.

Na história de Ariano Suassuna, a intercessão de Maria concede a João Grilo uma nova oportunidade para ser santo. É o que recebemos todas as vezes que nos arrependemos e confessamos nossos pecados. Maria acolhe nosso pedido de perdão e o entrega às mãos de Cristo. E este é o nosso grande consolo: saber que receberemos o Reino dos Céus pelas mãos de nossa Mãe. Com Ela, tudo se torna mais fácil. Sem Ela, tudo se torna praticamente impossível.



Por Equipe Christo Nihil Praeponere


 

Referências

 
  1. TISSOT, Joseph. A arte de aproveitar as próprias faltas. São Paulo: Quadrante, 2003, p. 115
  2. Bento XVI, Homilia de Sua Santidade na Missa de Canonização de Frei Galvão, 11 de maio de 2007
  3. Evangelii Gaudium, 3
  4. São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima, n. 98.
  5. Papa Pio IX, Ineffabilis Deus
  6. Francisco Fernández-Carvajal, Falar com Deus: Meditações para cada dia do ano. São Paulo: Quadrante, 2005, p. 258


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cerimônia de Posse do novo pároco de Itambé: Pe. Severino Filho!


No último dia 12-02-2015 as 19 horas aconteceu a cerimônia de posse do novo pároco de Itambé o Pe Severino Filho.

Uma belíssima cerimônia que você vê em alguns vídeos e fotos aqui no Itambé Católica:















  

  

  



  

  

  


  

  

 

  

  

  







  

  







Obrigado a Paróquia Nossa Senhora do Desterro por nos fornecer as fotos do evento.



Jorge Barbosa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cerimônia de Posse do Pe. João Santana em Surubim!


Foi empossado no ultimo dia 10-02-2015 o novo pároco da paróquia de São Sebastião na cidade de Surubim / PE: o Pe. João Santana que anteriormente assumia a mesma função na paróquia de Nossa Senhora do Desterro em Itambé/ PE.

Um bom pastor! Ele deixou saudades pelo seu jeito de trabalhar carinhosamente com todas as pastorais e movimentos contudo o sentimento de dever cumprido nos conforta e convida-nos a rezar por sua nova missão no Seminário como reitor e na paróquia de S. Sebastião como pároco.

Veja algumas fotos da cerimônia de posse do Pe. João Santana em Surubim:






























Obrigado a todos que nos forneceram as imagens e um agradecimento em especial ao Pe. João Santana por todo o carinho para com a comunidade de Itambé.

Deus e Nossa Senhora do Desterro lhe abençoe sempre. Amém!


Jorge Barbosa.