quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Papa dedica catequese a Maria: “modelo de fé, caridade e união com Cristo”

Audiência geral

Francisco falou de Maria como modelo de fé, caridade e união com Cristo


Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano
Da Redação
Papa dedica catequese a Maria: "modelo de fé, caridade e união com Cristo"
Papa convidou fiéis a amarem cada vez mais Maria, que é modelo para a Igreja / Foto: Arquivo
 
 
O tema da catequese desta quarta-feira, 23, do Papa Francisco com os fiéis no Vaticano foi dedicado a Maria. O Santo Padre falou sobre Nossa Senhora como imagem e modelo da Igreja, concentrando-se em três de suas características: modelo de fé, de caridade e de união com Cristo.
 
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.: Íntegra da catequese

Francisco lembrou que Maria era uma moça que esperava de todo coração a redenção de seu povo, mas nem ela sabia o desejo de Deus de que ela se tornasse a Mãe do Redentor. E na Anunciação, ela disse o seu “sim”, aceitando o projeto de Deus em sua vida, momento a partir do qual sua fé recebe uma luz nova: Jesus Cristo.
 
“A fé de Maria é o cumprimento da fé de Israel, nela está justamente concentrado todo aquele caminho, toda aquela estrada daquele povo de fé, que esperava a redenção e neste sentido é o modelo de fé da Igreja, que tem como centro Cristo, encarnação do amor infinito de Deus”.
 
E toda esta fé foi vivida por Maria na simplicidade das mil ocupações e preocupações cotidianas de toda mãe. O relacionamento entre ela e Deus se desenvolveu justamente nesta existência normal de Nossa Senhora que, como disse o Papa, sempre viveu imersa no mistério de Deus, colocando em prática toda a vontade do Senhor.
 
Além de ser um modelo de fé, Francisco lembrou Maria como exemplo de caridade. Ele citou o momento da Visitação, quando Maria levou não somente sua ajuda material, mas o próprio Cristo.
 
“Levar Jesus àquela casa queria dizer levar a alegria plena. Nossa Senhora quer trazer também a nós o grande presente que é Jesus e com Ele nos traz o seu amor, a sua paz, a sua alegria. Assim é a Igreja. A Igreja não é um negócio, uma agência humanitária ou uma ONG, mas enviada a levar Cristo e o seu Evangelho a todos”.

Um último aspecto destacado pelo Papa foi a união de Maria a Cristo, lembrando que todas as suas atividades eram realizadas em perfeita comunhão com Ele. E esta união permaneceu até o fim, até o Calvário.

“Peçamos ao Senhor que nos doe a sua graça, a sua força, a fim de que na nossa vida e na vida de cada comunidade eclesial reflita-se o modelo de Maria, Mãe da Igreja”.

Santo do dia! - São João de Capistrano - (23 de Outubro)

São João de Capistrano
23 de Outubro



     O santo de hoje fez da ação um ato de amor e do amor uma força para a ação, por isso, muito penitente e grande devoto do nome de Jesus chegou à santidade. João nasceu em Capistrano (Itália), em 1386, e com privilegiado e belos talentos, cursou os estudos jurídicos na universidade de Perusa. Juiz de direito, casado e nomeado governador de uma cidade na Itália, acabou na prisão por causa de intrigas políticas. Diante do sistema do mundo, frágil, felicidade terrena, e após a morte de sua esposa, João quis entrar numa Ordem religiosa. Com este objetivo teve João a coragem de vender os bens, pagar o resgate de sua missão, dar o resto aos pobres e seguir Jesus como São Francisco de Assis. O superior da Ordem, conhecendo os antecedentes de João, o submeteu a duras provas de sua vocação e, por tudo, João passou com humildade e paciência. Ordenado sacerdote consagrou-se ao poder do Espírito no apostolado da pregação; viveu de modo profundo o espírito de mortificação. João de Capistrano enfrentou a ameaça dos turcos contra a Europa e a tentativa de desunião no seio da própria Ordem Franciscana. Apesar de homem de ação prodigiosa e de suas contínuas viagens através de toda a Europa descalço, João foi também escritor fecundo, consumido pelo trabalho.

São João tinha muita habilidade para a diplomacia; era sábio, prudente, e media muito bem seus julgamentos e suas palavras. Tinha sido juiz e governador e sabia tratar muito bem às pessoas. Por isso quatro Pontífices (Martinho V, Eugênio IV, Nicolau V e Calixto III) empregaram-no como embaixador em muitas e muito delicadas missões diplomáticas e com muito bons resultados. Três vezes os Sumos Pontífices quiseram nomeá-lo Bispo de importantes cidades, mas preferiu seguir sendo humilde pregador, pobre e sem títulos honoríficos. Em 1453, os turcos muçulmanos propuseram invadir a Europa para acabar com o Cristianismo. Então São João foi à Hungria e percorreu toda a nação pregando ao povo, incitando-o a sair entusiasta em defesa de sua santa religião. As multidões responderam a seu chamado, e logo se formou um bom exército de crentes. Os muçulmanos chegaram perto de Belgrado com 200 canhões, uma grande frota de navios de guerra pelo rio Danúbio, e 50.000 terríveis jenízaros da cavalo, armados até os dentes. Os chefes católicos pensaram em retirar-se porque eram muito inferiores em número. Mas foi aqui quando interveio João de Capistrano: empunhando um crucifixo, foi percorrendo com ele todas as fileiras, animando os soldados com a lembrança de que iam combater por Jesus Cristo, o grande Deus dos exércitos. tanta confiança e coragem inspirou a presença do santo aos cristãos, que logo ao primeiro ímpeto foi derrotado o exército otomano. Morreu aos 71 anos de idade a 23 de outubro de 1456 e foi beatificado pelo Papa Leão X e solenemente canonizado pelo Papa Alexandre VIII no ano de 1690.


São João de Capistrano, rogai por nós!



 
 

Mensagem do dia

 
Quarta-Feira, 23 de outubro 2013
Um desafio de amor 
 
   
Não precisamos ficar pregando a todo instante. Podemos falar de Deus, da Sua Palavra, testemunhando e enfrentando juntos os problemas, a partir da luz do Evangelho. Bem como, resolvendo as questões dentro dos padrões cristãos e mostrando o porquê. Dessa maneira, nós vamos cativar as pessoas.

O método que o Senhor está usando conosco, nos dias de hoje, é a graça do batismo no Espírito Santo. Jesus também trabalhou, evangelizou e curou, mas só depois de ter retornado ao Pai é que Ele enviou aos apóstolos, reunidos no Cenáculo, o Seu Santo Espírito.

Deixe-se batizar profundamente no Espírito Santo de Deus, para ser um apóstolo de Jesus, para ser um operário nesta última hora. Deus o abençoe!
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Igreja celebra memória litúrgica de João Paulo II, futuro santo

Da Redação
Arquivo
João Paulo II faleceu aos 84 anos e foi beatificado seis
anos após sua morte

Nesta terça-feira, 22, a Igreja celebra a memória litúrgica do beato João Paulo II. A data coincide com o início de seu ministério petrino, em 22 de outubro de 1978. Neste ano, a celebração ganhou um tom especial, já que fiéis em todo o mundo vivem a expectativa pela canonização do beato, que será em 27 de abril de 2014.

Karol Jozef Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978. Com um dos pontificados mais longo da história – quase 27 anos como Sucessor de Pedro - o Papa polaco cativou fiéis em todo o mundo com sua simpatia.

Seu pontificado foi marcado por intensas atividades. Pode-se citar a conclusão da redação do Código de Direito Canônico, reformulado com base no Concílio Vaticano II, e a redação e promulgação do Catecismo da Igreja Católica (CIC). Em termos de número, visitou 129 países, escreveu 14 encíclicas, proclamou 476 santos e 1.318 beatos.

Uma atenção especial foi dedicada por João Paulo II à juventude. Em 1984, no Encontro Internacional da Juventude com o Papa, na Praça São Pedro, ele entregou aos jovens a Cruz, que seria um dos principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), instituída por ele mesmo em 1985.

O Pontífice também enfrentou momentos difíceis. Em 13 de maio de 1981, foi vítima de um atentado na Praça São Pedro. O tiro que o atingiu submeteu-o a uma delicada cirurgia com extração de parte do intestino. Em julho de 1992, precisou de uma nova internação hospitalar, desta vez para retirar um pequeno tumor também no intestino. Em 1994, em consequência de uma queda, fraturou o fêmur.

Após 84 anos de vida e quase 27 à frente da Igreja católica, João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005. Ele foi beatificado em 1º de maio de 2011 em cerimônia presidida pelo então Papa Bento XVI na Praça São Pedro.

Leia também
.: Matérias especiais por ocasião da Beatificação de JPII

Santo do dia! - São Gaudêncio - (22 de Outubro)

São Gaudêncio
22 de Outubro

     

O nome do santo que lembramos neste dia, é Gaudêncio, que vem do latim “gaudere”, que significa alegrar-se. Muito sugestivo, pois é com alegria que contemplamos a vida deste santo Bispo de Bréscia, na Itália.

Provavelmente, era natural daquela cidade que conheceu no século II o Cristianismo, e onde fazia parte do seu Clero diocesano. Muito conhecido e respeitado pela santidade, zelo pastoral e eficácia na pregação, São Gaudêncio foi amigo de vários outros Bispos santos (principalmente Santo Ambrósio de Milão).

No ano 400, como peregrino, foi conhecer a Igreja de Cristo e as grandes igrejas da antiguidade. Nesta viagem, fez amizade com o Patriarca de Constantinopla, São João Crisóstomo, e também no Oriente adquiriu relíquias de mártires, que levou para sua cidade episcopal, a fim de motivar a pureza da fé.

Admirado pela oratória, deixou como riqueza numerosos sermões, tratando do mistério pascal, festas litúrgicas e comentários sobre o Evangelho. Após uma vida muito frutuosa no culto e no cuidado das ovelhas do Bom Pastor, principalmente de amor aos pobres, Gaudêncio entrou no Céu no ano de 410.
Desde logo recebeu o culto de veneração que a Igreja ratificou em seu Martirológio. Suas relíquias conservam-se na Igreja de São João Evangelista em Bréscia.


São Gaudêncio, rogai por nós!



 
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Santo do dia! - Santa Úrsula - (21 de Outubro)

Santa Úrsula
21 de Outubro



Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.

Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.


Santa Úrsula, rogai por nós!



 
 

Mensagem do dia

 
Segunda-Feira, 21 de outubro 2013
Viver bem a Santa Missa
 
  
Nós acreditamos que, a cada Santa Missa, Jesus renova o Seu sacrifício, mas, infelizmente, a nossa fé não tem sido traduzida em atos. A ordem de Deus para nós, na Palavra, é: “Esforça-te, pois, e converte-te!”

Estamos muito relaxados. Muitas pessoas vão à Missa, mas não participam verdadeiramente desse momento, ou seja, não se colocam inteiramente na celebração. Estão somente de corpo presente, por obrigação.
Nossa mentalidade precisa ser mudada!

Em cada Celebração Eucarística o Senhor quer cear e ter um contato íntimo conosco. A Missa é um banquete íntimo, no qual Jesus põe sobre a mesa o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue. È mais do que um banquete, é um sacrifício.

Temos o privilégio de receber o Senhor Jesus na Eucaristia; precisamos valorizar esse tesouro.


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


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