quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Santo do Dia


 
 
Nossa Senhora Rainha

22 de Agosto

A-A+


Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: "Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar".

Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: "É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher" (Santo Anselmo).

Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: "Maria, a mãe de Jesus" (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: "Salve Rainha" e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): "A Jesus por Maria. Não há outro caminho".


Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!
Mensagem do dia
Quarta-Feira, 22 de agosto 2012
Por que as coisas vão de mal a pior?
 
 
Se as coisas vão de mal a pior é porque nossas vidas e nossas casas não têm sido um lugar de oração; pelo contrário: têm sido local de insultos, pornografia, adultério, falta de perdão. Infelizmente, são lugares onde não se reza. Chegamos ao ponto de ver pais com vergonha de abençoar seus filhos e, lógico, filhos que não sabem pedir a bênção dos pais.

As pessoas têm vergonha de fazer o sinal da cruz antes de comer e de expressar sua fé. Adoram a televisão: passam horas diante dela, assistindo e adorando as novelas e outros programas, cujos conteúdos entram pelos olhos, ouvidos e coração – de forma que elas vão se tornando cada vez mais tristes, decaídas, com sentimentos ruins. E não se consegue tempo para rezar um Terço, para unir a família em oração, para ler a Bíblia. Tem-se vergonha de Deus! Tem-se tempo para tudo – menos para o Senhor. Por isso as coisas vão de mal a pior.

Muitas vezes, tudo vai depender somente de você. Se os outros não querem rezar, disponha-se a fazê-lo: reze você! E saiba: além dos anjos de Deus, a Palavra nos diz que, infelizmente, existe uma multidão de espíritos malignos, de anjos decaídos – por serem desobedientes e rebeldes – que estão também ao nosso derredor tentando nos destruir, tirar nossa fé e esperança.

Vejamos o que está escrito na Carta de São Paulo aos Efésios: ''Para terminar, armai-vos de força no Senhor, da sua força onipotente. Revesti-vos da armadura de Deus para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. Pois não é o homem que afrontamos, mas as Autoridades, os Poderes, os Dominadores deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. Lançai mão, portanto, da armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer de pé, tendo recorrido a tudo'' (Efésios 6,10-13).

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Formações

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Controle sua curiosidade

Precisamos nos livrar da agrassividade xereta

Vivemos num mundo em que tudo se ventila publicamente. Parece que todos têm o direito de perguntar, seja o que for, da vida das pessoas, e que estas têm o dever de lhes responder; caso contrário, ficarão sob suspeita. Enfia-se o microfone e a câmera de televisão na intimidade dos lares ou dos ambientes profissionais e religiosos sem que lhes tenham aberto as portas. Propõem-se questionários como condição prévia para seguir cursos simples, os quais mais parecem um inquérito policial sobre a vida particular. O mexerico é outro alto-falante, useiro e vezeiro, que espalha em público – entre amigos, parentes ou colegas – o que é de domínio estritamente privado.

Um simples senso de decência nos indica que isso não está certo. E com razão. É um princípio indiscutível da moral que todo homem tem o direito de manter reservados aqueles aspectos da vida, sobretudo da vida privada, que os outros – perguntadores ou não perguntadores – não têm direito nenhum de saber; e tem também o direito de calar-se sobre todas as coisas particulares, cuja divulgação «não serviria em nada ao bem comum; pelo contrário, poderia prejudicar legítimos interesses pessoais, familiares ou de terceiros» (Cf. R. Sada e A. Monroy, Manual de Teolgia Moral, pág. 233).

É muito justa a indignação provocada pela intromissão inquisitiva de indivíduos e de entidades na vida privada (sem excluir dessas entidades o Estado), especialmente a da mídia. Uma indignação que expressava, com palavras francas e límpidas, São Josemaría Escrivá, comentando a curiosidade maligna dos fariseus (cf. Jo 9,13 e segs.), que se recusavam a acreditar na explicação de um cego sobre a cura operada nele por Cristo: “Não custaria nenhum trabalho apontar, em nossa época, casos dessa curiosidade agressiva, que leva a indagar morbidamente da vida privada dos outros. Um mínimo senso de justiça exige que, mesmo na investigação de um presumível delito, se proceda com cautela e moderação, sem tomar por certo o que é apenas uma possibilidade [...].


Assista também: "Prosseguir decididamente", com o saudoso padre Léo


"Perante os mercadores da suspeita, os quais dão a impressão de organizarem um tráfico da intimidade, é preciso defender a dignidade de cada pessoa, seu direito ao silêncio. Costumam estar de acordo, nesta defesa, todos os homens honrados, sejam ou não cristãos, porque está em jogo um valor comum: a legítima decisão de cada qual de ser como é, de não se exibir, de conservar, em justa e pudica reserva, as suas alegrias, as suas penas e dores de família; sobretudo, de praticar o bem sem espetáculo, de ajudar os necessitados por puro amor, sem obrigação de publicar essas tarefas de serviço dos outros e, muito menos, de pôr a descoberto a intimidade da alma perante o olhar indiscreto e oblíquo de gente que nada sabe nem deseja saber da vida interior, a não ser para zombar impiamente. Mas, como é difícil nos vermos livres dessa agressividade xereta! Multiplicaram-se os métodos para não deixar o homem em paz" ( É Cristo que passa, n. 69).

É difícil ler estas palavras sem concordar apaixonadamente com elas. Em todo o caso, não nos esqueçamos de que devemos começar aplicando-as a nós mesmos e às nossas curiosidades pessoais. Será que temos a consciência clara de que constitui uma falta moral, um pecado, abrir ou ler cartas alheias, ou agendas, ou diários íntimos sem a permissão da pessoa interessada? Ou revistar móveis e gavetas? Ou estar ocultamente à escuta, espiar às escondidas por frestas, janelas ou fechaduras? Ou pressionar alguém, atemorizando-o ou ameaçando-o de qualquer forma para nos contar algo que não temos o menor direito de saber? Cada qual deveria fazer aqui o seu exame de consciência.

Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/

"Todo ser humano, mesmo quem errou, é filho de Deus" diz padre

Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo
'Muitas vezes, essas próprias pessoas que cometeram
o delito são vítimas de várias situações e por isso a
gente é uma presença amiga', diz o padre
 
 
Pessoas que erraram e deixaram mágoas, mas que continuam sendo filhas de Deus. Neste mês de agosto, a intenção geral de oração do Papa Bento XVI é pelos presos, para que sejam tratados com justiça e tenham sua dignidade respeitada. Por meio das Pastorais Carcerárias, a Igreja desenvolve trabalhos voltados para a recuperação dessas pessoas, o que incluiu não só a evangelização, mas também a escuta.

Mesmo tendo ferido os Mandamentos de Deus e a lei dos homens, é com misericórdia que a Igreja acolhe os presidiários. Isso é o que contou o coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Norte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Gianfranco Graviola, que realiza este trabalho há cerca de sete anos.

“Apesar disso, nós temos a atitude do bom samaritano, esta é uma atitude da Pastoral Carcerária, uma atitude de misericórdia e de acolhida, porque muitas vezes, essas próprias pessoas que cometeram o delito são vítimas de várias situações e por isso a gente é uma presença amiga, samaritana e de acolhida. Também para que nesse tipo de acolhida possa agir a presença do Reino de Deus, que salva e resgata a pessoa”.

Sobre o que pode ter motivado o Papa a rezar pelos presos neste mês de agosto, padre Gianfranco mencionou uma recente visita que Bento XVI fez ao Cárcere Italiano de Rebibbia. “Certamente, ele (o Papa) viu na realidade italiana, no cárcere, os aspectos que existem de negatividade e, sobretudo, aspectos que ferem a dignidade do ser humano. Todo ser humano, para nós, mesmo quem errou, é filho e filha de Deus e merece uma atenção especial, sobretudo merece que nós o tratemos com dignidade para que ele possa voltar ao convívio da humanidade”.

Dificuldades

Mesmo simbolizando um importante papel social, o trabalho da Pastoral Carcerária ainda tem muitos desafios, como fazer as pessoas acreditarem que esta é uma ação interessante e que trabalha a nossa humanidade e o Reino de Deus. Padre Gianfranco também contou que as pessoas têm muito medo do que pode acontecer com elas dentro dos presídios.

Mas para o sacerdote, é necessário as pessoas acreditarem mais na possibilidade de recuperação dos presos, o que justifica a existência da Pastoral Carcerária. Ele informou que já existe uma iniciativa que busca trabalhar essa restauração.

“Nós estamos num projeto nacional de pastoral chamado ‘Justiça restaurativa’, já há um ano, um ano e meio e estamos trabalhando nesse sentido, de restaurar relações, sobretudo entre quem ofendeu, quem cometeu o delito, e o ofendido”.

E para quem pensa que o trabalho da Pastoral é somente evangelizar, padre Gianfranco destacou outra importante característica deste trabalho: saber escutar. “Às vezes a gente não faz a chamada evangelização ou catequese; às vezes é preciso parar para escutar, porque também não se tem só o presidiário, mas normalmente tem outras pessoas a eles ligadas que são as famílias, os filhos, realidades do preso e da presa e que fazem parte da nossa realidade, num certo sentido”, explicou.

Jesus é o alimento que dá a vida


Este vídeo nos mostra qual é o verdadeiro alimento, Padre Arlon da Comunidade Canção Nova nos chama a buscar a Jesus que é o Pão da Vida eterna!

Santo do Dia

São Pio X

21 de Agosto

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Celebramos hoje um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas, José Sarto respondia àqueles que o chamavam de santo: "Não santo, mas Sarto". Nascido em 1835 ao norte da Itália e de família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário.

Com sua permanente autodefinição: "um pobre vigário da roça", José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado. Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua idéia-força: "Restaurar todas as coisas em Cristo".

São Pio X foi Papa de 1903 a 1914. Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno. Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.


São Pio X, rogai por nós!
 
 
 

 
Mensagem do dia
Terça-Feira, 21 de agosto 2012
Ame ao próximo como a si mesmo
 
 
Nos dias de hoje, existe uma grande distorção da Palavra de Deus no que diz respeito ao mandamento: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Fala-se e repete-se com frequência que é preciso primeiramente amar a si mesmo, pois não é possível amar ao próximo se não amamos a nós mesmos. Com essa mentalidade, o demônio vai introduzindo em nós o veneno do egoísmo e, pior ainda: do egocentrismo. O Maligno quer nos levar a centralizar tudo em nós mesmos e nos convencer de que – em primeiro lugar e acima de tudo – precisamos amar a nós mesmos. Mas o que Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz é "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Repito, Ele não disse: "Amarás a ti mesmo". Ele disse: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo."

Deus sabe que somos egoístas e que sempre queremos o melhor para nós mesmos, por isso, ensina-nos a amar o próximo. É como se Ele dissesse: "Vocês têm um amor-próprio muito grande, são egoístas, egocêntricos, justamente por causa disso amem ao próximo como vocês amam a si mesmos".

O "amar ao próximo como a si mesmo" é a luz refletida. É a própria luz do amor de Deus que "rebate" em nós e reflete nos outros. Por isso, amem, amem, amem!

Deus os abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova