sexta-feira, 3 de maio de 2013

Série: O Calvário e a Missa - (parte I)



Iremos começar uma série de textos retirados do site do padre Paulo Ricardo (www.padrepauloricardo.org) onde o autor nos convida a meditar-mos sobre a Santa Missa.

O título é "O Calvário e a Missa" é uma tradução do prólogo do livro "Calvary and the Mass" do Venerável Bispo Fulton J. Sheen, vale a pena acompanhar, vejamos a primeira parte:



O Calvário e a Missa

Apresentamos a primeira parte da tradução do prólogo do livro "Calvary and the Mass" do Venerável Bispo Fulton J. Sheen
 

Existem certas coisas na vida que são muito bonitas para serem esquecidas, como é o caso do amor materno. Por isso ele é guardado carinhosamente numa foto. O amor dos soldados que sacrificaram as próprias vidas pelo seu país da mesma forma é muito bonito para ser esquecido, por isso sua memória é reverenciada no Memorial Day. Mas, a maior bênção que já aconteceu aqui na terra foi a visitação do Filho de Deus em forma e vestes humanas. Sua vida, acima de todas as vidas, é bela demais para ser esquecida, por isso guardamos com carinho a divindade de Suas Palavras na Sagrada Escritura, e a caridade de Suas Ações em nossas ações cotidianas. Infelizmente, isto é tudo que algumas almas se recordam, propriamente Suas Palavras e Suas Ações; importante como são, elas não são a grande característica do Divino Salvador.

O mais sublime ato na história de Cristo foi Sua Morte. Morte é sempre importante porque ela sela um destino. Todo homem morrendo é uma cena. Toda cena de morte é um lugar sagrado. É por isso que a grande literatura do passado, que abordou as emoções que acompanham a morte, nunca foi ultrapassada. Mas, de todas as mortes na lembrança do homem, nenhuma foi mais importante do que a Morte de Cristo. Todas as pessoas que nasceram neste mundo, nasceram para viver; nosso Senhor veio ao mundo para morrer.

A morte foi uma pedra de tropeço na vida de Sócrates, mas ela foi a coroa da vida de Cristo. Ele mesmo nos disse que veio "para dar a sua vida em resgate de muitos"; que ninguém tiraria a sua vida; mas que ele a daria por Si mesmo.

Se, então, a morte foi o supremo momento pelo qual Cristo viveu, ela foi, consequentemente, a realidade mais importante que Ele desejou que fosse lembrada. Ele não pediu para que os homens registrassem Suas Palavras numa Escritura; Ele não pediu para que a sua gentileza para com os pobres fosse gravada na História, mas ele pediu para que os homens fizessem memória de Sua Morte. E, a fim de que esta memória não tivesse nenhuma narrativa confusa por parte dos homens, Ele mesmo instituiu a maneira correta de recordá-la.

O memorial foi instituído na noite anterior à Sua Morte, e desde então ficou conhecido como "A Última Ceia". Tomando o pão em Suas Mãos, Ele disse: "Este é o meu corpo, que será entregue por vós", isto é, entregue à morte. Depois, sobre o cálice de vinho, Ele disse: "Este é o meu sangue, do novo testamento, que será derramado por muitos para remissão dos pecados". Desta forma, em um símbolo não sangrento de separar o Sangue do Corpo, separando a consagração do Pão e do Vinho, Cristo se comprometeu a morrer diante do olhar de Deus e dos homens, e representou Sua Morte que aconteceria no próximo dia, às três da tarde. Ele estava oferecendo a si mesmo como Vítima para ser imolada, e para que os homens nunca se esquecessem de que "não há maior amor do que dar a vida por seus amigos", Ele deu o divino mandamento para a Igreja: "Fazei isto em minha memória".




Continua...



Fonte: Calvary and the Mass, Fulton J. Sheen - Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
 
 

Santo do Dia! - São Filipe e São Tiago - (03 de Maio)

São Filipe e São Tiago

3 de Maio



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São Filipe e São Tiago Ambos nasceram na Galileia e foram discípulos e apóstolos de Jesus Cristo, e por Ele deram a vida.

Filipe nasceu em Betsaida, e o Evangelho de São João é que nos apresenta dados a respeito de seu santo testemunho. Jesus passou, chamou-o e ele disse 'sim' com a vida.

Ele foi 'canal' para que São Bartolomeu também se tornasse discípulo de Cristo. Durante o acontecimento da multiplicação dos pães, Filipe também participou deste milagre (foi para Filipe que Jesus perguntou como se faria para alimentar aquela multidão).

Na Santa Ceia, o apóstolo Filipe é quem pede a Jesus: 'Mostra-nos o Pai e isso nos basta' (Jo 14,8).

Filipe estava em Pentecostes com a Virgem Maria e os outros apóstolos.

São Clemente de Alexandria nos diz que ele foi crucificado. Que honra para os apóstolos morrerem como o seu Senhor!


São Tiago também foi martirizado, por volta do ano 62. Ele que nasceu em Caná, filho de Alfeu, familiar de Nosso Senhor Jesus Cristo. E foi um dos doze apóstolos.

Nos Atos dos Apóstolos encontramos ele como o primeiro bispo de Jerusalém.

Tiago recebeu mais de uma visita de São Paulo e foi reconhecido como uma das colunas principais da Igreja, ao lado de São Pedro e São João.

Uma das cartas do Novo Testamento é atribuída a ele. E, nela, o apóstolo nos ensina que a fé sem obras é morta e que é preciso deixarmos que o Espírito Santo governe a nossa língua.

O martírio não está centrado no sofrimento, mas no amor a Jesus Cristo que supera essa vida.

São Filipe e São Tiago, rogai por nós!
 
 
 

 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Santo do Dia! - Santo Atanásio - (02 de Maio)

Santo Atanásio

2 de Maio



A-A+

Santo Atanásio Atanásio nasceu em Alexandria, no Egito, em 296. No ano de 325, deu-se o I Concílio Ecumênico, em Niceia, para definir a doutrina autêntica contra a heresia tão capciosa dos arianos, a qual fazia de Jesus uma criatura inferior a Deus Pai. Atanásio participou do Concílio na qualidade de assessor do seu bispo, embora fosse somente diácono na época.

O Arianismo foi condenado e deu-se a definição solene do Credo, o qual nós rezamos até hoje. A atuação de Atanásio foi primorosa tanto pela lucidez de sua doutrina quanto pela argumentação bíblica apresentada. Os erros dos arianos foram por ele refutados com tanto brilho, clareza e evidência, que causou admiração a todos.

Atanásio foi o sucessor do bispo de Alexandria, embora tivesse apenas 31 anos, e dirigiu a Igreja de Alexandria por 46 anos, período de muito sofrimento e perseguição. Os arianos não lhe deram descanso e, com o apoio do imperador, espalharam muitas calúnias contra Atanásio, que por cinco vezes teve de fugir de sua sede episcopal.

Refugiava-se no deserto onde conheceu e conviveu com o grande Santo Antão. Durante cinco anos ficou lá escondido, saindo somente à noite para dirigir sua igreja e consolar seus fiéis. Atanásio foi firme e inquebrantável com seus numerosos escritos. Manteve viva a fé no Verbo Encarnado.

Faleceu reconhecido por toda a Igreja, com 77 anos. E como reconhecimento de seu trabalho, fidelidade e fundamentais obras escritas para a Santa Igreja foi declarado Doutor da Igreja.

Santo Atanásio, rogai por nós!
 

 
 
 

Mensagem do dia

Quinta-Feira, 02 de maio 2013
É necessário nascer de novo
 
 
A meta da formação é o "Homem Novo" à imagem de Jesus Cristo. O encontro pessoal com o Senhor traz à pessoa humana a graça do novo nascimento. Realmente ela se torna nova criatura. Lá no âmago do seu ser a vida divina foi infundida. O filho de Deus aconteceu. Em embrião sim, mas aconteceu. O homem, porém, está muito ferido, dilacerado até, pois, por muito tempo, viveu a divisão do divino e do humano em si. Viveu muito tempo privado de algo que lhe era essencial: o divino. Isso lhe trouxe uma marca acentuada e um enfraquecimento profundo. Além disso, a vida e o mundo o machucaram, por isso, é um homem ferido, amarrado, preso, "entulhado", cheio de medos, inseguranças, freios ..., de modo que quer ser e não consegue, quer caminhar e não pode. É aí que a evangelização entra num processo longo, difícil e sofrido. É a fase da restauração do homem filho de Deus. É nesta fase que é mais necessária ainda a ação do Espírito Santo. Mas, como nas outras ações, ela não se faz sem a cooperação humana.

O processo é duplo: Por um lado, fazer com que o filho de Deus venha à tona, dando-lhe condições e "alimento" para que o filho de Deus, ainda em germe, que passou pelo novo nascimento, se manifeste, aflore e cresça. É um processo de crescimento. Requer ambiente e alimento. Por outro lado, ajudar no processo de cura e libertação do homem ferido, amarrado, preso, bloqueado. É a aplicação da salvação de Jesus à pessoa na situação concreta em que está. É toda uma ação libertadora que se vai fazendo. É um processo duplo e interligado. Para que a cura-salvação aconteça é necessário que o homem novo aflore e seja assumido.

No entanto, para que o crescimento do homem novo caminhe é imprescindível que a cura se faça. Por fim, para que o homem novo caminhe para a plenitude do "Homem Novo" à imagem de Jesus Cristo é preciso que o "homem velho" avance na direção da cura radical que o Cristo Salvador veio lhe trazer. É um processo longo, duro e sofrido. Nós acreditamos nele. Nós o vivemos em nós e investimos o melhor de nós mesmos para que, aqueles que Deus colocou na nossa missão, atinjam esta cura radical e a conseqüente plenitude de "Homem Novo" à imagem de Jesus Cristo


Deus abençoe você,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Bento XVI volta para o Vaticano nesta quinta-feira

 

Da Redação, com Rádio Vaticano

Nesta quinta-feira, 2, o Papa Emérito Bento XVI voltará para o Vaticano, onde habitará, como anunciado, no convento Mater Ecclesiae.

O retorno de Bento XVI será de helicóptero por volta de 16h30-17h (horário local, 21h30-22h em Brasília). Ele partirá da residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde tem residido nos últimos dois meses.

A notícia foi confirmada aos meios de comunicação pelo diretor da Salta de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi. Respondendo aos jornalistas que queriam saber sobre a saúde de Bento XVI, o porta-voz vaticano afirmou: "É um homem ancião, debilitado pela idade, mas não tem nenhuma doença".

Bento XVI anunciou sua renúncia como Bispo de Roma em 11 de fevereiro de 2013 e renunciou oficialmente no dia 28 de fevereiro do mesmo ano. Após dois dias de Conclave, os Cardeais votantes elegeram o novo Papa, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.
 

Santo do Dia! - São José Operário - (01 de Maio)

São José Operário

1 de Maio



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São José Operário A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!
 
 
 
 
 

Mensagem do dia

 
Quarta-Feira, 01 de maio 2013
O filho do carpiteiro
 
  
No latim labor quer dizer trabalho.
Irmão nisso está a teologia do trabalho, o trabalho não é uma maldição, é uma benção, é assim que ele precisa ser tomado.
O nosso trabalho não existe só para ganhar dinheiro, e justamente hoje que celebramos a festa de São José Operário, o filho do carpinteiro.
O Senhor, hoje, quer abençoar as nossas mãos porque são elas que realizam o trabalho.
Tudo o que você fizer seja feito em nome de Jesus Cristo, seja numa fábrica, numa firma, numa empresa mesmo que as coisas sejam duras ou até mesmo se houverem injustiças, mas faça as coisas por causa de Jesus, e não para os homens, se não você vai sofrer e o trabalho se tornará um peso.
Como diz a palavra: ‘tudo que fizerdes faze-o de coração, como para o Senhor, não para os homens’. Eu sei que isso é um aprendizado duro, mas nós, cristãos, precisamos aprender isso.



Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova